Ecovilas definem sustentabilidade, incorporando aspectos ambientais, sociais, econômicos e espirituais. Ecovila é uma comunidade de 50 a 2.000 pessoas, unidas por um propósito comum. Este propósito varia de local para local, mas usualmente é baseado numa visão ecológica, social e espiritual.

Ao trabalhar com o simples princípio de não retirar da Terra mais do que devolvemos a ela, ecovilas promovem, na prática, a possibilidade da existência sustentável das gerações futuras.

 

Ecovilas movem-se em direção à sustentabilidade, dando alta prioridade a:
1.Produção local de alimentos orgânicos / biodinâmicos (influência do design da permacultura.)
2. Utilização de sistemas de energias renováveis, cataventos, biodigestores, etc
3. Construção ecológica, tijolos de solocimento, bambu etc
4. Criação de esquemas de apoio social e familiar, incluindo diversidade cultural e celebrações, danças circulares, etc
5. Experiência com novos processos de tomada de decisão, utilizando técnicas de democracia profunda e facilitação de conflitos
6. Economia auto-sustentável, baseada nos conceitos de localização e simplicidade voluntária
7. Saúde integrada
8. Educação holística baseada na percepção sistêmica.

 

ECOVILA: MODELO DE VIDA SUSTENTÁVEL.
(Texto retirado do curso "Ecovilas e o paradigma emergente" realizado no centro de vivências Nazaré , by May West)

"Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que vai de encontro às necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade das gerações futuras irem de encontro às suas próprias necessidades" - Comissão Bruntland.

No início do milênio, há um consenso crescente de que temos que aprender a viver de forma sustentada, se quisermos sobreviver como espécie, pois o planeta de recursos finitos vivencia seus limites de crescimento.

O movimento de ecovilas é um movimento global que está unindo Oriente e Ocidente, Norte e Sul, numa agenda comum. O movimento emergiu como uma resposta consciente ao problema, extremamente complexo, de como mover o planeta em direção a uma sociedade de comunidades sustentáveis. Este movimento emergiu sob o mesmo impulso e manifesta a essência das mais recentes conferências das Nações Unidas, incluindo o aspecto ambiental do Rio ( Eco 92) , o aspecto social de Copenhagem, o aspecto da mulher de Beijing e o aspecto dos assentamentos humanos de Instambul. Em 1995 , num encontro histórico realizado na Fundação Findhorn, o conceito de ecovilas foi discutido amplamente, definido e lançado globalmente.

Nesta discussão estavam presentes comunidades que, como Findhorn, já haviam adquirido uma maturidade no seu experimento comunitário e uma complexidade social, política e econômica. Nesta ocasião , foi estabelecida a Global Ecovillage Network , GEN (rede global de ecovilas, www.gaia.org) , com um secretariado internacional na Dinamarca e três regionais : nos EUA, cobrindo as Américas, na Austrália, cobrindo a Oceania e a Ásia e na Alemanha, cobrindo o continente Europeu. Milhares de indivíduos, centenas de iniciativas e ecovilas uniram-se à Rede desde sua criação, transformando-se no que tem sido chamado globalmente de "Revolução do Habitat".


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